Rio Verde ganha barreira ecológica para conter poluição no Sul de MG

Medida foi tomada no último sábado; equipamento foi instalado em São Sebastião do Rio Verde.

O Rio Verde, um dos rios mais importantes do Sul de Minas, ganhou uma barreira ecológica em São Sebastião do Rio Verde (MG). A medida foi tomada no último sábado (1º) e tem como objetivo tentar diminuir a poluição despejada nas águas.

O Sul de Minas é cortado por três rios: Sapucaí, Rio Verde e o Rio Grande. Mas só a bacia do Rio Verde banha 31 cidades e atende 500 mil habitantes.

Para tentar conter a sujeira, voluntários e a Prefeitura de São Sebastião do Rio Verde, montaram uma barreira pra reter o lixo. O material utilizado é simples: cabo de aço, uma rede de vôlei e galões de 30 litros.

O lixo retirado vai ser colocado em sacos e encaminhado para a reciclagem. Só em dois dias, foram acumulados 500 kg de lixo.O objetivo agora é expandir as medidas de proteção.

“Temos projetos de fazer soltura de peixes, fazer uma barqueada para recolhimento manual mesmo do lixo que está mais nas encostas, aquele que não consegue descer sozinho para poder ser tirado ali na barreira”, diz a bióloga Tônia Carvalho.

Trajeto
São Lourenço (MG) é o primeiro município a utilizar o rio como fonte de abastecimento de água para a população. O esgoto da cidade cai direto nele. São cerca de 17 milhões de litros por dia, sem tratamento.

O Rio Verde segue ainda por Soledade de Minas, Conceição do Rio Verde e Três Corações. Todos despejam o esgoto sem tratamento. O percurso final e mais crítico é no trecho de Varginha.

Próximo à barragem da CPFL, o lixo parece brotar dos aguapés. São 80 hectares de planta.

“A gente pode dizer que aqui é onde é o acumulativo das águas, do esgoto, da contaminação do Rio Verde. O que antes tinha aqui um rio de água corrente, se tornou uma represa e, com isso, o acúmulo dos aguapés. Os aguapés sinalizam que a qualidade de água está baixa”, diz Diego Gazola.

De acordo com o ambientalista Roni Peterson Landim, autor do projeto das barreiras, uma nova será instalada entre Varginha e Elói Mendes.

“Uma barreira feita com cordas, com garrafas pet. E vai ser usada água com cloro dentro, 300 ml, para estabilizar essa barreira. E ela vai ter 100 metros de largura e vai reter os lixos flutuantes que passarem o reservatório da Boa Vista 2”, afirma.

Fonte: G1 Sul de Minas

Foto: Reprodução/EPTV

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