A REINAUGURAÇÃO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA TRAZ AOS ARANTINENSE LEMBRANÇAS DE UM TEMPO QUE JAMAIS SE APAGARÁ

Um momento de grande significado ocorreu em Arantina, marcando a vida de vários arantinenses. Na noite do dia 1º de dezembro todos puderam celebrar a reforma e revitalização da Estação Ferroviária, onde muitos puderam realizar um trabalho que tanto marcou o município.

A estação de Arantina tem histórias marcantes, tanto dos viajantes tanto dos trabalhadores que destinavam com amor o serviço ferroviário. No local o chamado Trem Mineiro cruzava, um de Barra Mansa e outro de Ribeirão Vermelho. A estação era de grande movimento e o fluxo de famílias em viagem era intenso. Todos os arantinenses possuem boas lembranças e recordações do tempo onde o trem azul cruzava os trilhos de Arantina, extinto no ano de 1995.

A estação de Arantina ficou mais de 20 anos fechada desde a extinção da RFFSA (Rede Ferroviária Sociedade Anônima) e após a Prefeitura Municipal ter conquistado sua concessão junto ao DNIT no ano de 2015, por 30 anos, novos sonhos foram idealizados. Desde então, a administração traçou novos planos para a Estação Ferroviária e com recurso próprio realizou sua reforma e revitalização.

Hoje o local está transformado, realçando sua origem e destinando mais vida ao local que tanto marcou e ainda marca Arantina. A estação agora conserva sua bela história e guarda com carinho fotos, documentos, materiais que relembram toda a sua história. No local haverá exposição e confecção de artesanato com os cursos do CRAS, apresentações culturais com apresentação da banda marcial, dos flautistas, folia de reis, entre outras ações, além de abrigar duas secretarias do município.

E para celebrar o momento as autoridades municipais se reuniram junto com centenas de arantinenses e convidados. Uma grande festa foi preparada com a participação da Corporação Musical Arantinense e do grupo Flauta Encantada, projeto do CRAS. Um destaque da cerimônia foi o vídeo com entrevista dos antigos ferroviários e seus familiares, que relembraram com carinho e amor de muitos momentos que marcaram suas vidas.

O vereador Gionani Pereira fez a abertura da cerimônia mencionando sobre todo o processo para chegar até o dia. “Depois de muitas lutas, telefonemas, reuniões, um trabalho muito intenso da Prefeitura Municipal de Arantina, esforço muito grande para que o município de Arantina pudesse estar autorizado a utilizar e, consequentemente, ter a concessão da estação ferroviária”, informou salientando que o local é “marco histórico, faz parte da cultura, faz parte da história de Arantina”.

A primeira-dama Ena Caetano também salientou sobre o momento. “Essa estação, essa ferrovia, é muito importante para nós, filhos de ferroviários, família de ferroviários”, expressou, relembrando da sua emoção em juntar todas as lembranças junto aos familiares dos ferroviários. Dona Ena leu um texto feito pela sua irmã Rosane que mencionou que ‘a vida não passa de uma viagem de trem cheia de embarques e desembarques’. ‘A nossa ferrovia nos trouxe lembranças como: eram as crianças que brincavam, as mulheres nas janelas que ficavam esperando o trem, os idosos para conversar e as estações dos passageiros que aguardavam o trem que significava a ligação de vários lugarejos a centros maiores. Cidades inteiras cresceram em torno do complexo rodoviário’, mencionava o texto.

Ainda durante a cerimônia, o prefeito Francisco Carlos Ferreira Alves, o Cacá, agradeceu a presença de todos, especialmente aos funcionários da prefeitura que ajudaram e batalharam muito para a transformação da Estação Ferroviária e expressou sua alegria; “aqui nasceu Arantina”, frisou o prefeito.

O vídeo com o relatos dos antigos ferroviários e de seus familiares emocionou a todos e revelou sua história. A Estação Ferroviária tem uma obra de arte, realizada através do ferroviário aposentado Antônio de Castro Nunes, mais conhecido como Nunes, que trabalhou por 10 anos na estação de Augusto Pestana, na Serra da Mantiqueira, e depois foi transferido para estação de Arantina, onde trabalhou por 15 anos até se aposentar. “Meus pais foram ferroviários, assim como meus irmãos”, disse Nunes, revelando o tamanho da importância que a estação tinha com todos. E quanto ao artesanato, esse dom veio desde novo, “sempre fui apaixonado por artesanato e hoje me dedico totalmente à arte, especialmente na construção de trens, minha grande paixão”, cita Nunes, que faz artesanato em madeira. Quanto à reforma e revitalização do espaço, Nunes fez a menção da idade da estação com 104 anos, “uma história que não pode apagar’’, citou.

A exposição dos ferroviários que serviram Arantina foi um modo de homenagear a todos, pois todos os arantinenses tem algum parente ou conhece alguém que trabalhou na antiga estação.

Os agradecimentos da cerimônia se estendem a comissão de organização da festa de reinauguração da estação, com Antônio Nunes, Lyse Pires, Ena Caetano Alves, Maristela Ferreira Alves, Rosana Carvalho e Heliane Mello. O empenho de todos proporcionou o maior brilho ao evento.

Ter boas lembranças é sempre especial, e a Estação Ferroviária traz a todos os arantinenses recordações que contam sua bela história.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s