Operação que apura fraudes em licitações do SAAE prende cinco pessoas no Sul de MG

Investigação do Ministério Público cumpriu sete mandados no Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Lourenço (MG).

Cinco pessoas foram presas em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais que apura fraudes em licitações no SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de São Lourenço (MG), nesta terça-feira (7). Segundo o Ministério Público, apenas no primeiro semestre deste ano, mais de R$ 760 mil de sobrepreço foram executados em três contratos.

Foram presos preventivamente o diretor do Saae, Henrique Ramon Poli de Almeida; o assessor jurídico Antônio José de Souza Filho; o engenheiro do Saae, Carlos Alberto Porto Rodrigues; a auxiliar administrativa Rafaela Maria de Souza e o responsável financeiro pela autarquia, André Ricardo Barros. O grupo foi identificado pelo Ministério Público como uma organização criminosa de fraude a licitações e superfaturamento em contratos.

Além das prisões, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu sete mandados de busca e apreensão. A equipe da operação esteve na casa do presidente e do diretor da autarquia, além da sede do SAAE.

As investigações apontaram que os servidores da autarquia interferiam em licitações para o favorecimento de duas empresas em vários processos, entre varrição, capina de ruas e coleta de resíduos sólidos.

Ainda segundo o Ministério Público, a direção do SAAE tinha ligação com as empresas e manipulava as propostas de preços apresentadas. Agora o Ministério Público quer saber qual o envolvimento entre os suspeitos e as empresas. Se eles seriam os donos ou se receberiam algum pagamento por favorecer essas empresas nos processos licitatórios. Um segundo advogado, Eduardo Bittencourt Ferreira, que faria parte do esquema, não foi encontrado.

A Prefeitura de São Lourenço informou que, por cautela, exonerou os servidores da diretoria do SAAE. Silvio Mota, presidente da OAB de São Lourenço, disse que, como representante da Ordem, já protocolou na Justiça o pedido de relaxamento de prisão de Antônio José de Souza Filho, advogado e assessor jurídico do SAAE. O SAAE informou que respeita as determinações judiciais e que vai colaborar com as investigações.

Já Fernando Catapano, advogado de Henrique Poli, diretor do SAAE, informou que como o cliente já foi exonerado do cargo, a defesa não vê motivo para a prisão preventiva e deve entrar com o pedido de revogação.

As defesas de Carlos Alberto Porto Rodrigues, André Ricardo Barroso e Rafaela Maria de Souza não foram encontradas.

Fonte: Portal G1 Sul de Minas
Foto: Reprodução EPTV

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