PIEDADE DO RIO GRANDE NA LUTA CONTRA O SUICÍDIO

Cerca de 11 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado no dia 21/09/2017, pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no país, 79% delas são homens e 21% são mulheres. São mais vítimas que todas as guerras, homicídios e conflitos civis somados.

O Brasil vive um momento delicado. Enquanto os índices têm caído na maioria dos países, as taxas brasileiras avançam. Entre 2002 e 2012, o número de casos subiu 34%. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, o aumento chegou a 40%, de acordo com o último levantamento do Mapa da Violência. Ainda assim, o assunto segue silenciado, escondido e pouco discutido.

Talvez você nunca tenha ouvido falar nesses dados desoladores. É porque o suicídio costuma vir acompanhado de um fator que contribui para o seu alastramento: o silêncio. Não é agradável falar sobre quem se matou ou tentou se matar. Ao mesmo tempo, discutir o assunto e entender os fatores que levam a ele são as únicas armas que temos contra o suicídio. Por isso, estamos aqui, falando sobre esse assunto. O suicídio precisa ser debatido. Porque, no silêncio, ele cresce.

Segundo a OMS, 90% das pessoas que se suicidam apresentavam algum desequilíbrio, como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia – e 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida. O desafio é cuidar das doenças mentais como cuidamos das outras doenças. Cerca de 60% das pessoas que se suicidam nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra.

Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere abrir mão do direito de viver. Apesar de constituir uma solução permanente, talvez pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa.

Cada pessoa têm os seus próprios motivos, muito particulares, profundos e extremamente dolorosos que a levam a ponderar desistir de viver. Uma mudança repentina nas suas circunstâncias de vida, tais como dificuldades financeiras, desemprego ou perda do status econômico, mudanças no contexto familiar ou relacional (como divórcio, fim de uma relação, morte de um familiar…) ou ainda a sensação de isolamento, solidão e a ausência de horizontes ou projetos futuros, podem constituir fatores relevantes.

Não podemos nos esquecer da companhia indesejável de certas perturbações do humor (depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia), que podem contribuir para um estado de maior desorganização e desconforto emocional. Essas perturbações diminuem o potencial para pensar em soluções e lidar com as adversidades da vida, o que, por sua vez, aumenta a possibilidade do desespero se tornar ainda mais intolerável.

Sua vida é importante e muitas pessoas podem ajudá-lo! Por vezes, não falar dos problemas faz com que eles cresçam dentro de nós e conversar com alguém faz com que eles diminuam de tamanho e facilita o encontro de soluções alternativas. O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço para que a pessoa possa sentir-se seguro, compreendido e ajudado na procura de outras opções ou soluções para as suas dificuldades.

O melhor caminho é procurar auxílio profissional. Os remédios prescritos por um psiquiatra são essenciais para que o paciente recobre a ordem neuroquímica e a terapia, por sua vez, auxilia o paciente a saber trabalhar melhor suas emoções.

Viver é a melhor opção sempre!

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Piedade do Rio Grande

 

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