Acidente com escuna que afundou liga alerta para segurança de barcos no Lago de Furnas, MG

Segundo empresários, pelo menos 90 lanchas estariam navegando de forma clandestina.

O acidente com uma escuna que afundou no Lago de Furnas, entre São João Batista do Glória e Capitólio (MG), na semana passada, gerou um alerta para visitantes e para quem trabalha com o turismo na região. Quem trabalha na represa diz que falta fiscalização nas embarcações e um controle sobre os pilotos. Pelo menos 90 lanches estariam navegando no lago de forma clandestina.

“A gente é fiscalizado pela Capitania dos Portos, de Santos, e que talvez não tenha o efetivo suficiente. Cada dia que passa novas embarcações aparecem aqui para fazer passeios náuticos, sem nenhuma condição de conhecimento, de navegação”, disse o empresário Adair Vasconcelos.

A escuna que afundou estava perto dos Canyons, um importante ponto turístico do lago. Quando o barco começou a afundar, os ocupantes conseguiram se segurar ao paredão pelas pedras e foram socorridos por outras embarcações que passavam pelo local. No barco, havia 15 pessoas. Todas conseguiram se salvar.

Depois de sair do píer, o piloto navegou cerca de três quilômetros até o primeiro ponto de visitação. Mas, para entrar ali, ele precisou passar por um canal, conhecido como “Cascatinha”, que é pequeno para embarcações grandes. Tudo indica que a escuna bateu em pedras até naufragar 300 metros depois.

“Foi tudo muito rápido, eles pegaram essa escuna na Lagoa Azul, nós embarcamos todos eles e depois retornamos com eles”, disse o piloto do barco, Fabrício Ávila Silva.

A escuna de madeira, com capacidade para 35 pessoas, teria saído do píer da “Lagoa Azul”, funcionando perfeitamente.

“Pela navegação que ela fez anterior, pelo local de saída dele, o local que ela chegou sem acontecer nada, ela teve a avaria dela no local”, disse o marinheiro Valter Vieira Braz.
O inquérito da Marinha sobre as causas e responsabilidades do acidente deve ficar pronto em até 90 dias. Sobre a falta de fiscalização das embarcações, a assessoria de imprensa da Marinha diz que há um cronograma estabelecido, mas que em locais de muito movimento, como São João Batista do Glória, a fiscalização é intensificada.

Fonte: G1 Sul de Minas

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