Chip adulterado ‘roubava’ gasolina de consumidores em MG, diz Ipem sobre fraude

Esquema foi descoberto em cinco postos de combustíveis do estado durante a Operação Octanagem realizada nesta sexta-feira (1º). Mais de 50 estabelecimentos são alvos desta fiscalização.

Chips adulterados que fraudavam a quantidade de combustível fornecida ao consumidor foram encontrados em bombas de postos em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais nesta sexta-feira (1º) durante a Operação Octanagem realizada pela Polícia Civil em parceria com o Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Até a conclusão desta reportagem, cinco estabelecimentos foram fechados na capital mineira (1); em Contagem (1), na Região Metropolitana; em Varginha (1) e em Três Pontas (2), ambas no Sul de Minas, por causa da fraude eletrônica. De acordo com as investigações, placas de circuito integrado das bombas eram adulteradas. Em um dos casos, o chip “roubava” 10% do combustível solicitado pelo consumidor. Por exemplo, a cada 20 litros de gasolina, o carro era abastecido com apenas 18 litros.

“Eles pegam a placa, alteram o chip, raspam o chip, põem um chip alterado nessa outra placa e através de um mecanismo de indução de dados acionam a fraude”, disse o diretor do Ipem em Minas Gerais, Fernando Sette.

Cerca de 50 postos são alvos da operação em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Juiz de Fora, Uberlândia e Varginha. Dezessete já tinham sido fiscalizados nesta sexta-feira.
De acordo com a Polícia Civil, 17 suspeitos foram conduzidos para delegacias em todo o estado. Um deles, gerente de um posto revendedor em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi preso em flagrante por adulteração de etanol.

“O teor alcóolico do combustível estava abaixo do recomendado pela ANP. Isso pode causar problemas no motor”, disse o chefe da fiscalização da ANP, Adriano Abreu.
Os suspeitos podem responder pelos crimes contra ordem tributária, contra ordem econômica e relação de consumo. As penas variam entre um e cinco anos.

Fonte: Portal G1 Minas Gerais

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