Polícia prende mais quatro suspeitos de roubo de café no Sul de Minas

Quadrilha especializada agia na região e utilizava máquinas para furtar produtores; grupo foi detido em Alpinópolis.

A polícia prendeu mais quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada no furto de café no Sul de Minas. O grupo foi detido em Alpinópolis, na manhã desta quarta-feira (16) e levado para a delegacia da cidade.

Na tarde desta terça-feira (15), três pessoas já haviam sido detidas pela polícia no bairro Cambuí, em Alterosa (MG), suspeitas de fazerem parte da mesma quadrilha. Entre os presos, está o homem de 52 anos que seria um dos chefe da associação criminosa.

As prisões fazem parte da Operação Ouro Verde, que começou há cerca de um ano em Muzambinho (MG) e é considerada uma das maiores ações policiais contra o furto de café em Minas Gerais. Contando com a ajuda de policiais de diversas cidades da região e até do interior de São Paulo, a investigação tem chegado a suspeitos, aprendido máquinas e recuperado não só café, mas também cabeças de gado roubados na região.

Na terça-feira, além dos três homens presos, foram recuperadas 39 cabeças de gado. Nesta quarta-feira, mais máquinas foram apreendidas e outras 120 sacas de café.
“A Polícia Civil vem já com essa investigação do furto de café. No dia 7 de agosto, eles realizaram uma operação aqui na cidade de Alterosa, onde identificou-se o sítio onde estava esse maquinário. Na ocasião, a Polícia Militar fez registro da ocorrência fazendo a apreensão desse maquinário, a pedido do delegado que estava à frente da operação. E durante a semana, nós recebemos a denúncia de que naquele mesmo sítio havia cabeças de gado de origem duvidosa”, conta o sargento Valdemir Barbosa do Lago, da PM.

Roubos no Sul de Minas

Até agora, já foram encontradas 38 máquinas, todas com um compartimento que seria apenas pra ventilação, mas na verdade era usado para roubar os grãos sem que os produtores percebessem. Ao todo, cerca de 200 sacas foram recuperadas na últimas semanas.

Para a polícia, as máquinas podem ser de uma única quadrilha, do Espírito Santo. Os suspeitos estariam na região desde 2010 e só nesta safra podem ter conseguido mais de R$ 9 milhões.

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